Workshops

Eventos Futuros

Eventos Passados

  • Londres, 05/04/2016 – Workshop PARSUK: Empresários Portugueses em Londres (co-organizado pela Embaixadora PARSUK Londres com a UCLU Portuguese Society)
  • Sheffield, 16/04/2016 – Workshop PARSUK: Carreira no RU vs em PT, de onde viemos e para onde vamos? (co-organizado pelos Embaixadores PARSUK Midlands-Yorkshire-Northwest of England)
  • Southampton, 30/04/2016 – Almoço-Tertúlia: A Voz da Experiência (co-organizado pelo Embaixador Southeast of England)

Desenvolver e apoiar estratégias que maximizem a contribuição e influência dos membros PARSUK tanto no Reino Unido como em Portugal é um dos objectivos da PARSUK. Nesse sentido, a associação promoveu workshops que desenvolvem e fortificam competências na área da Comunicação em Ciência.

  • Communicating Science 2012 (21-22/01/2012)

Durante o fim de semana de 21 e 22 de Janeiro, vinte membros da PARSUK reuniram-se em Cambridge para participar no workshop “Communicating Science PARSUK 2012“.

O objectivo principal deste workshop foi proporcionar formação na área da Comunicação em Ciência para audiências não técnicas, assim como melhorar a comunicação com os jornalistas. O reduzido número de participantes permitiu que o programa pudesse ter uma componente prática bastante forte. Entre outros temas, as sessões práticas prepararam os participantes sobre como ser entrevistado,  tanto para a televisão como para a rádio. Por outro lado, a parte teórica deste workshop permitiu aos participantes adquirirem conhecimentos importantes sobre os novos, e menos tradicionais, meios de difusão científica: redes sociais, podcasts, blogs, entre outros.

Neste encontro tivemos o privilégio de contar com a presença de jornalistas e cientistas portugueses e britânicos, que ao longo de dois dias partilharam connosco as suas técnicas e perspectivas de como conseguir comunicar ciência de forma mais exitosa.
Destacando algumas das ideias principais transmitidas neste workshop, o Prof. Carlos Fiolhais sublinhou que “If science is not open is not science”. Relativamente à relação dos cientistas com os jornalistas, referiu “We have something in common: we both want the truth!”. Esta ideia foi reforçada pelo jornalista Vasco Trigo que nos disse “Our language is not the same but our goal is”. O jornalista Malcolm Love (jornalista da BBC, com um vasto currículo em actividades formativas deste género) acrescentou que  o público em geral olha para os cientistas pensando “They are doing stuff that only “God” is allowed to do.They can interact with a world that we don’t see.”.  Este facto faz com que o público em geral tenha, por vezes, dificuldade em confiar nos cientistas. Ainda assim, Carlos Fiolhais frisou que o respeito que a sociedade tem pelo trabalho dos cientistas é enorme.

Para além de uma enriquecedora formação na área da comunicação em ciência, este workshop também permitiu o convívio e interacção entre os participantes e os oradores.

Este evento só foi possível com o apoio do Ciência Viva que esteve representado pela Dra. Rosalia Vargas e pelo Prof. Carlos Catalão.

Inspirado na visita a Cambridge, durante o workshop organizado pela PARSUK , o Prof. Carlos Fiolhais escreveu uma crónica que foi publicada pelo jornal Público: http://dererummundi.blogspot.com/2012/01/portugal-em-cambridge_25.html

 

  • Communicating Science 2010 (8-9/05/2010)

 

  • À mesa com Caetano Reis e Sousa (31/01/2009)

O almoço teve a participação de cerca de 50 associados da PARSUK e o orador convidado foi o Dr. Caetano Reis e Sousa, investigador em imunologia do Cancer Research UK, em Londres, que de maneira informal e bem-humorada nos contou os enredos da sua carreira.

Nascido em Lisboa a sua ligação às ilhas britânicas começou durante o ensino secundário quando foi estudar durante um ano para o World United College de Gales. Foi esta a experiência que depois motivou o seu ingresso no Imperial College de Londres. O interesse pela Imunologia surgiu em Oxford quando, insatisfeito com a atenção obtida no primeiro laboratório onde começou o doutoramento, decidiu mudar para o laboratório do imunologista Jonathan Austyn, sob a orientação do qual obteve o DPhil em 1992 com tese sobre a fagocitose por células dendríticas.

De seguida rumou aos Estados Unidos da América onde passou cinco anos e meio como post-doc fellow no laboratório de Ron Germain no NIH onde estudou vários aspectos da apresentação de antigénios e activação de células T. Em 1998, regressou a Londres para formar um grupo de investigação no Imperial Cancer Research Fund (actualmente chamado Cancer Research UK). O seu grupo estuda a regulação inata da imunidade adaptativa pelas células apresentadoras de antigénio e os mecanismos que promovem a activação das células dendríticas.

Embora sem perspectivas imediatas de regressar a Portugal, Caetano Reis e Sousa mantém contacto com a ciência que se faz no nosso País. Na sua palestra, defendeu que os portugueses, mesmo que na diáspora, podem ter um papel activo na construção da comunidade científica nacional, e citou como exemplos as suas colaborações com grupos em Portugal ou a presença em encontros, conferências ou exames de doutoramento no nosso País.

Dias antes do nosso encontro, Caetano Reis e Sousa recebeu o prestigiado prémio Liliane Bettencourt Life Sciences de 250 mil euros da Fundação Bettencourt Schüller, que tem como objectivo incentivar cientistas excepcionais em Ciências da Vida com idade inferior a 45 anos a prosseguir o seu trabalho.