Simpósio | “Futuro Português”, Lancaster (08/04/17)

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Dia 8 de Abril, Sábado, decorrerá, na Universidade de Lancaster, o Simpósio “Futuro Português”, sobre o futuro da língua portuguesa na Europa.

O programa científico abordará o panorama actual do ensino do português nas escolas e universidades do Reino Unido e França. Quais são os trends actuais? Quais são os desafios para o futuro do português nestes países? Qual o efeito do Brexit? Serão ainda apresentados case studies sobre a promoção da língua portuguesa, nomeadamente o inovador projecto Native Scientist e a nova escola bilingue em Londres (Anglo-Portuguese School). O simpósio concluirá com uma Mesa Redonda.

Toda a informação, incluindo programa mais detalhado e detalhes de inscrição, transporte e alojamento, podem ser encontrados no site dedicado ao evento.

Oradores convidados:

– João Costa (Secretário de Estado da Educação)
– Tatiana Correia (Co-fundadora e directora do projecto Native Scientist)
– Adelaide Cristóvão (Coordenadora do Ensino de Português em França, Instituto Camões)
– Regina Duarte (Coordenadora do Ensino de Português no Reino Unido, Instituto Camões)
– Sara Belo Luis (Jornalista, editora executiva da revista VISÃO)
– Sofia Martinho (Leitora de Português, Universidade de Leeds)
– Márcia Fortuna (Adjunta da Coordenação do Ensino de Português no Reino Unido, Instituto Camões)

Inscrição: A participação no simpósio é gratuita (e inclui almoço e coffee breaks) mas há um limite de 50 vagas. Mais informações no site do evento.

Localização: Private Dining Room, edifício County South

Organização: Patrick Pereira Rebuschat

(Professor Associado, Universidade Lancaster, Embaixador PARSUK Região Noroeste).

Contacto: p.rebuschat@lancaster.ac.uk

O evento é uma iniciativa da PARSUK (Portuguese Association for Researchers and Students) e conta com o apoio financeiro da Universidade de Lancaster.

Estudo de Opinião PARSUK | Brexit (pré-referendo)

_88300969_flagsA PARSUK conduziu, no período pré-referendo, um estudo de opinião sobre o referendo à permanência do Reino Unido (RU) na União Europeia (UE). Este estudo visou conhecer a opinião dos nossos membros relativamente ao referendo e identificar os riscos por eles percepcionados. Tendo em conta o número total de membros PARSUK e o número de respostas recolhidas, os resultados aqui apresentados têm uma margem de erro de ±7%, com um intervalo de confiança de 90%.

A maioria dos inquiridos, apesar de considerar injusta a exclusão incondicional dos cidadãos europeus não-britânicos dos cadernos eleitorais, legitima o desejo do povo britânico em se pronunciar sobre a permanência do RU na União Europeia. Mais de 70% dos inquiridos gostaria que o RU se mantivesse como membro desta comunidade europeia, mesmo que tal venha a implicar a renegociação das condições de participação.

A possibilidade da saída do RU da UE  foi antevista com muita preocupação, com mais de 85% a considerar que esta eventualidade irá ter um impacto negativo ou moderadamente negativo na sua vida profissional e familiar.

Apesar de toda a apreensão manifestada perante o referendo, cerca de 70% dos inquiridos não planeia trocar o RU por outro país no período pós-referendo, mesmo admitindo a saída do país da UE. O regresso imediato a Portugal é contemplado por uma percentagem reduzida dos inquiridos (3%).

Ainda não conhecendo o resultado do referendo, cerca de metade dos inquiridos que pretendiam permanecer no RU não planeavam tomar qualquer medida extraordinária (obter certificado de residência ou nacionalidade britânica), mesmo admitindo a vitória do “Leave”. É notória uma maior precaução, relativamente ao futuro, dentro do grupo de inquiridos com emprego nas áreas de investigação e/ou ensino superior. Cerca de 35% dos inquiridos deste grupo admitiu vir a pedir certificado de residência permanente, ou mesmo a nacionalidade britânica (23%), como forma de acautelar os seus direitos de permanência em solo britânico.

A tendência mantém-se nos planos a 5 anos, embora neste caso uma maior percentagem dos inquiridos admita vir a regressar a Portugal (nomeadamente, 13% dos estudantes e 7% dos investigadores). A maioria dos investigadores mantinha a intenção de permanecer no Reino Unido (>70%), independentemente do resultado do referendo. No grupo dos estudantes, observou-se uma redução para 57% na intenção de permanecer no RU, acompanhada por um aumento no intuito de regressar a Portugal ou sair para um país fora da UE.

Admitindo a possibilidade de alguns direitos se virem a tornar limitados no futuro, como consequência da saída do RU da UE, as principais preocupações relacionam-se com a eventual criação de restrições ao nível da mobilidade, permanência a longo prazo e acesso a emprego. Esta tendência poderá justificar-se pela campanha eleitoral se ter focado em questões relacionadas com a imigração.

A Saúde representa o benefício social mais valorizado pela comunidade PARSUK, como um todo. Os benefícios relacionados com a vida familiar, dependentes e vida idosa são mais valorizados pelo grupo dos investigadores.

No cenário agora confirmado de saída da EU,  os estudantes e investigadores portugueses a residir no RU receiam uma possível quebra no financiamento a projetos de investigação. Nestas circunstâncias, mais de 70% prevê vir a ser afectado, ou extremamente afectado, por essa medida. São ainda mencionadas, como preocupações acrescidas, o aparecimento de maiores entraves ao estabelecimento de colaborações com grupos de investigação baseados noutros países europeus, bem como de maiores dificuldades em recrutar investigadores não oriundos do RU.

2ª Edição PARSUKLinkage | Entre-Portos: Aliança Luso Britânica (09/04/16)

parsuklinkage

No próximo dia 9 de Abril realizar-se-á o segundo evento PARSUKLinkage, com o objectivo de estimular  a interacção entre portugueses no Reino Unido provenientes de diferentes áreas do saber.

Nesta segunda edição contamos com a participação de dois convidados especiais:

Bernardo Ivo-CruzBernardo Ivo-Cruz, PhD

 “Com os Bretões Navegar, Navegar: A Dimensão Atlântica no Relacionamento entre Portugal e o Reino Unido”

No ano do centenário da entrada de Portugal na 1ª Guerra Mundial ao lado dos Aliados e no momento em que se discute o BREXIT, esta apresentação olha para os efeitos em Portugal de uma  eventual saída do Reino Unido da União Europeia e pergunta se haverá um papel relevante para a Aliança entre Portugal e o Reino Unido no Século XXI .


Nota biográfica

Bernardo Ivo Cruz é fundador e Global Managing Partner do True Bridge Consultancy Group, Chief Executive Officer da True Bridge Consultancy e Presidente da Câmara de Comércio Portuguesa no Reino Unido. É Doutor em Ciência Política pela Universidade de Bristol no Reino Unido, tendo sido Professor Auxiliar na Universidade Lusófona de Lisboa, Professor Convidado na Universidade Católica Portuguesa, Professor Visitante na Universidade de Loughborough, Lecturer na Universidade de Cardiff e Teaching Assistant na Universidade de Bristol. Foi Cônsul Honorário do Botswana em Lisboa. Foi Partner na Leadership Business Consulting. Dirigiu os Centros de Negócios da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal na América do Sul e no Reino Unido e Irlanda. Coordenou a Missão de Apoio à Reconciliação Nacional em Timor Leste do Club de Madrid. Foi Subsecretário de Estado Adjunto do Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal e Secretário-Geral do Conselho Português do Movimento Europeu.

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Professor Thomas Earle

Prof Earle - publico

Crédito: Público

“De D. Jerónimo Osório a José Saramago: a presença de Portugal na cultura inglesa”

Vou falar um pouco do bispo D. Jerónimo Osório, o escritor português mais conhecido em Inglaterra no Renascimento. Depois direi umas palavras acerca das traduções para inglês de obras literárias portuguesas que se fizeram ao longo dos séculos, e acabarei com umas reflexões acerca do surto dos estudos portugueses como disciplina universitária no Reino Unido, fenómeno sobretudo dos séculos XX e XXI.

Nota biográfica

O Prof. Tom Earle nasceu em 1946. Passou toda a sua vida profissional e académica na Universidade de Oxford, primeiro como aluno de português e espanhol, depois como professor de estudos portugueses. Foi promovido a Catedrático em 1996 e jubilou-se em 2014. É autor de livros e de outras publicações acerca da literatura portuguesa, sobretudo do século XVI.

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O evento terá inicio às 15:00H na Embaixada de Portugal no Reino Unido (Londres) e terá um momento de convívio, que conta com o apoio de Chocolates Arcádia e de Vinho do Porto Sandeman.

A participação no evento carece de inscrição prévia, através da página do evento no Eventbrite.

 

**Devido ao reduzido número de lugares, pede-se que a realização da inscrição apenas seja feita se houver certeza na disponibilidade em comparecer.  O evento é gratuito mas exclusivo para membros PARSUK. Se ainda não és membro regista-te aqui.**

 

Qualquer esclarecimento adicional poderá ser feito entrando em contacto através do email geral@parsuk.pt.


PATROCINADORES:

Marca e logo Arcadia

Logo primário Sandeman

especial agradecimento:

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PARSUK statement on FCT scholarships 2014 results

PARSUK, PAPS and AGRAFr receives with concern the recent results on scholarships published by FCT regarding funding for PhD and Post-Doc positions.

Acceptance levels were only of 8.7% and 10.1% for PhD and Post-Doc applications (against last year results of 27% and 32%, respectively). We are concerned that these new funding strategies may incite the qualified emigration trend happening recently.

Read the full statement here (in Portuguese).

 

Join the latest Science is Vital campaign

Science is vital, a grass-roots association for science in the UK, launched its latest campaign to persuade the Government to increase investment in research and development (R&D) in the 2015/16 budget, details of which will be announced on June 26.

Following a letter in the Daily Telegraph signed by 50 prominent scientists in the UK, Science is Vital launched a petition asking the Government to commit to an increase in funding R&D to at least 0.8% of GDP, the G8 average.

In the coming months, the Government will make important decisions about how to distribute funds in the near future and together we must remind them that science is vital to the UK.

PARSUK member Paula Salgado, Lecturer at Newcastle University and member of the Executive Committee of the campaign, tells us more about the campaign:

In 2010, when the current government come to power and prepared the budget to address the economic crisis, there were rumours of cuts in the science budget of up to 25%. A group of scientists, of which I was part from an early start, created a campaign that soon gathered support from many non-governmental organizations, learned societies and associations, including PARSUK.

That campaign included a petition with over 35,000 signatures, letters to MPs and a rally that filled the streets in front of the Treasury with white labcoats.

The final result was surprising: no cuts, but a frozen R&D budget until 2014/15. However, the effects of inflation, cuts in capital funding and in the R&D budgets of other departments, means that in real terms, science funding has declined. The effects of this decline are already being felt in many laboratories and a change in strategy is urgently needed.

A continued budget freeze beyond 2015 could have serious effects on the future of science in the UK. It is therefore urgent to remind everyone that R&D is essential for long-term economic growth.

As in 2010, PARSUK supports this campaign and urges all PARSUK members to  sign the petition and help spread the word among your colleagues, friends, family. Remember, you don’t have to be a scientist to know that Science is Vital. Join and support the campaign!

PARSUK met with FCT and Ministry of Education and Science

On 22nd December, at the meeting in Lisbon, Science Careers Paths, PARSUK met with the Minister of Education and Science, Nuno Crato, the Secretary of State for Science, Mrs Leonor Parreira, and the President of the Foundation for Science and Technology, Miguel Seabra.